7.2.06

ABERTA A TEMPORADA DO OSCAR

Quem me conhece um pouco sabe o quanto adoro essa época do ano.

Meados de janeiro até março pra mim é uma das épocas mais perfeitas do ano! Começam a ser exibidos novos filmes, grandes produções e, surgem os indicados aos maiores prêmios da categoria: o Globo de Ouro e o Oscar.

Desde o fim do ano passado eu tenho tido a sorte de ganhar promoções em sites para assistir pré-estréias de filmes bem comentados (ok, alguns nem são tão bons, mas...). É coisa de piolho de internet, né?

Mas eu ia fazer este post na última quinta-feira, quando assisti a pré-estréia do comentado O Segredo de Brokeback Mountain, mas ontem, depois de ver Johnny & June, resolvi escrever sobre essa época, de uma maneira geral... É menos polêmico!

Bom, Brokeback até é um filme muito bom e bonito. Bem interessante mesmo! Mas, não sei se ele merce esse destaque todo. São boas atuações, fotografias, etc, mas ainda acho um filme comum. O grande diferencial dele é ser uma história de amor gay.

A primeira uma hora do filme é um pouco lenta, mas depois que o romance começa, a narrativa avança de maneira bem tranquila.

Gostei muito. De verdade.

Sou hetero, mas tenho amigos gays que ainda não discuti sobre o filme, mas alguns outros não gostaram.

Acho que ainda hoje, por mais mente aberta que você seja, é inevitável não dizer que a sociedade AINDA não está preparada para ver coisas assim. Dois homens bonitos vivendo um romance e assumindo uma vida dupla.

Tenho que admitir que me senti mal por me sentir mal em algumas cenas. E, o tema de serem dois caubóis, então... Me dava crise de riso ao lembrar da música: "Ae, cowbói viado!" nas primeiras cenas do filme.

Ainda bem que vi numa pré-estréia fechada. Esse filme no circuito comercial ia ser insuportável, se eu o visse numa sala cheia de adolescentes ou machistas.

Cheguei a conclusão que choca porque a sociedade ainda não está preparada para ver isso. Acredite ou não. Da mesma forma que ainda não fazem filmes sobre lésbicas onde uma delas é totalmente masculina, baixinha e feia e a outra, pareça uma mulher normal. As lésbicas do cinema tem que ser Sharon Stones para mostrar a sedução e fetiche da sociedade masculina e os gays tem que ser caricatos, usar rosa e desmunhecar...

Só acho curioso esse filme ser favorito numa Academia onde a maioria dos votantes é de velinhos judeus e conservadores. Será que ganha?

O outro filme me acertou em cheio. Johnny & June (Walk in the Line, no original) é a biografia de Johnny Cash e seu amor com June Carter. Pra quem não sabe, Johnny Cash era um "cantor de rock" da década de 50. Artista da Sun Records, mesma gravadora de Elvis, Jerry Lee Lewis e June Carter.

Hoje, se vê que ele não era bem rock, mas seu som, um country mais parecido com o skiffle era bem comum naquela época.

Eu simplesmente sou um aficcionado por filmes-biografias. Principalmente de cantores dessa época. O curioso é que na semana passada eu havia assistido Great Balls of Fire, biografia do Jerry Lee Lewis, e muitas coisas estavam lá de novo!

O filme é uma história de amor. A famosa Ascensão-Poder-Queda-Fundo-do-Poço-Superação de um astro. Está tudo lá, da mesma forma que tivemos Ray no ano passado!

Os atores estão muito bem. Joaquin Phoenix está perfeito nos trejeitos e voz de Cash. Reese Whiterspoon está linda como June... O filme encanta e muitas pessoas saíram dizendo achar o filme melhor que o dos caubóis. Infelizmente não concorrem juntos na categoria principal...

Ainda quero ver Munique, Capote e, quele que eu acho que será o grande vencedor do Oscar de Melhor Filme: Boa Noite, e Boa Sorte.

Por que eu acho? Bom, o tema envolve um período crítico da política americana e a Academia, além de conservadora, gosta de premiar atores que tem sua primeira indicação de filmes e diretores (Gerorge Clooney, um dos queridinhos da América atual).

Seja lá quem ganhar, corre pro cinema que tem bons filmes! Cinema é caro, sim! Mas ainda é a maior diversão!

Ao som de You All Everybody, do "Drive Shaft".

Um comentário:

Théo disse...

Johnny Cash é o cara, aliás. Por que tu não escreveu isso?